Visita à Igreja Batista do Povo

Nesse domingo dia 09 estive em São Paulo e tive o privilégio de visitar o amigo e Pastor Jonas Neves, e fui surpreendido com o convite para ministrar a palavra.  Foi uma grande benção!!

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Impressionantes Exemplos de Integridade no Governo

Fazem vários meses que não publicamos um blog, mas creio que antes das próximas eleições, preciso mandar este. Que Deus nos ajude a seguir o exemplo dos jovens que aparecem aqui.

Impressionantes Exemplos de Integridade no Governo

Quatro jovens foram levados cativos e exilados num país estrangeiro. Eles se Recusando-se a participar da maldade presente naquela terra,  se dispuseram a fazer somente o bem – aquilo que era bom e reto e que honrasse unicamente a Deus. Jamais cederiam às pressões de reconhecer os deuses locais – até mesmo quando a fidelidade ao Deus verdadeiro lhes custasse caro.

Os jovens se chamavam Beltezasar (Daniel), considerado o líder do grupo, e seus colegas  Sadraque, Mesaque, Abede-Nego.

É interessante notar que Nabucodonosor, rei da Babilônia, conseguiu mudar os nomes judaicos dos rapazes para estes nome da Babilonia, mas nada conseguiu mudar no caráter deles. Os rapazes Ilustram muito bem o que significa abraçar o que agrada a Deus e rejeitar o que O entristece.

Como chegaram a Babilônia? Quando Nabucodonosor atacou e dominou Jerusalem, ele levou consigo valiosos artigos do templo de Deus, e os colocou no templo do seu deus de Babilônia. Levou também alguns dos mais talentosos e prometedores jovens judaicos de a Babilônia para treiná-los a ocupar posições de liderança. Daniel e seus três amigos faziam parte deste grupo

Enquanto todos os outros do grupo comiam a comida extravagante e bebiam o os melhores vinhos que lhes foram oferecido, Daniel e seus três companheiros, Sadraque, Mesaque, e Abede-Nego, decidiram não se contaminarem com estes ítens. Comeram uma dieta simples de verduras. Quando, depois de alguns dias, eles pareciam mais saudáveis que os outros colegas, conseguiram permissão para seguir com a comida simples.

Deus abençoou os quarto rapazes, dando-lhes conhecimento e compreensão para trabalhar nesta cultura que era tão diferente da cultura deles. Além disso, Daniel recebeu de Deus um dom especial de compreender e interpretar sonhos e visões.

Depois que permaneceram um ano na Babilônia, o Rei Nabucodonosor teve um sonho e procurou entre os feiticeiros e astrólogos alguem que pudesse revelar o conteúdo e dar a interpretação correta dele. Quando estes não eram capazes de fazer o que o rei queria, Daniel orou e Deus lhe revelou tanto o conteúdo quanto também o significado do sonho.

Daniel explicou que nenhum feiticeiro seria capaz de interpretar o sonho mas que o Deus que habitava nos céus havia dado ao rei uma visão profética das coisas que haveriam de acontecer no futuro. Relatou ao rei que no sonho havia uma imagem composta de quatro materiais distintos – ouro, prata, bronze e barro – representando quatro dinastias que viriam, mas que chegariam a um fim. Em seguida viria o Reino Eterno de Deus, esmagando cada um dos outros reinos.

O Rei Nabucodonosor se impressionou sobre maneira, pois percebeu que Daniel não inventou uma interpretação para agradar, mas sabia exatamente como foi o conteudo do sonho sem ser contado. para depois interpretá-lo. O resultado foi que os três amigos de Daniel foram colocados em posições administrativos na Babilõnia e Daniel permaneceu no corte real, honrado pelo rei e, mais importante ainda, pelo Senhor Deus.

Jogados no fogo sem serem queimados

Nabucodonosor, em seguida, mandou fazer uma estátua de ouro e chamou os altos oficiais do governo para uma ceremônia onde foi decretado o seguinte:

 Quem não se prostrar em terra e não adorá-la será imediatamente atirado numa fornalha em chamas” (Daniel 3:6).

Sadraque, Mesaque, e Abede-Nego ouviram este decreto, mas sabiam que para obedecer, teriam que ofender a Deus, e por isso, se recusaram a se curvarem.

Quando isso aconteceu, foram entregues pelos oficiais e denunciados em termos bem claros:

“Não prestam culto aos teus deuses nem adoram a imagem de ouro que mandaste erguer” (Daniel 3:12).

Chamados para comparecerem perante o rei, responderam:

 “Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e Ele nos livrará das tuas mãos, ó rei.  Mas, se Ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos teus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer” (Daniel 3:17-18).

Diante desta declaração, Nabucodonosor ficou furioso a mandou esquentar o fogo sete vezes mais que o normal. Depois, amarrou os três para lançá-los na fornalha. Mas logo depois de jogá-los na fornalna o rei Nabucodonosor, alarmado, levantou-se e perguntou aos seus conselheiros:

“Não foram três os homens amarrados que nós atiramos no fogo?”

Eles responderam: “Sim, ó rei”.

 E o rei exclamou: “Olhem! Estou vendo quatro homens, desamarrados e ilesos, andando pelo fogo, e o quarto se parece com um filho dos deuses”.

Então Nabucodonosor aproximou-se da entrada da fornalha em chamas e gritou: “Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saiam! Venham aqui!”

E Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saíram do fogo. Os sátrapas, os prefeitos, os governadores e os conselheiros do rei se ajuntaram em torno deles e comprovaram que o fogo não tinha ferido o corpo deles. Nem um só fio de cabelo tinha sido chamuscado, os seus mantos não estavam queimados, e não havia cheiro de fogo neles”

Então Nabucodonosor aproximou-se da entrada da fornalha em chamas e gritou: ‘Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saiam! Venham aqui!’

E Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saíram do fogo.  Os sátrapas, os prefeitos, os governadores e os conselheiros do rei se ajuntaram em torno deles e comprovaram que o fogo não tinha ferido o corpo deles. Nem um só fio de cabelo tinha sido chamuscado, os seus mantos não estavam queimados, e não havia cheiro de fogo neles.

Disse então Nabucodonosor: “Louvado seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos! Eles confiaram nele, desafiaram a ordem do rei, preferindo abrir mão de sua vida a prestar culto e adorar a outro deus que não fosse o seu próprio Deus.  Por isso eu decreto que todo homem de qualquer povo, nação e língua que disser alguma coisa contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado e sua casa seja transformada em montes de entulho, pois nenhum outro deus é capaz de livrar alguém dessa maneira”. Então o rei promoveu Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na província da Babilônia.

Eu quero destacar dois resultados impressionantes da fidelidade e integridade que estes jovens demonstraram

  1. A proteção divina que os jovens receberam na fornalha com a presença tão marcante de Deus.
  2. A declaração de Nabucodonosor liberando todos no império para adorar ao Deus verdadeiro. O Senhor foi glorificado.
  • Agora, mais um episódio bem conhecido.

Daniel na cova dos leões

Em várias ocasiões Daniel interpretou os sonhos dos líderes da Babilônia. Não vamos considerar todas estas ocasiões, mas não podemos deixar de considerar a vez em que Daniel foi lançado na cova dos leões. Aconteceu da seguinte maneira.

Daniel se destacou pelo desempenho na posição governamental e este fato o posicionou como principal administrador no império. Acontecendo isso, os outros líderes, muito ciumentos, procuraram uma maneira de acusá-lo de alguma ofensa, mas conforme a Bíblia diz,

Finalmente esses homens disseram: ’Jamais encontraremos algum motivo para acusar esse Daniel, a menos que seja algo relacionado com a lei do Deus dele’” (Daniel 6:5).

Sem encontrar ofensa para condenar Daniel, pediram ao Dario, que agora ocupava o trono, para decretar uma lei proibindo qualquer pessoa de orar nos próximos trinta dias a qualquer deus exceto a próprio rei .

Então o Rei Dario mandou imprimir a lei numa forma em que não podia ser revogada. Feito isso, alguns espiões foram à casa de Daniel e encontraram a seguinte  cena:

“Quando Daniel soube que o decreto tinha sido publicado, foi para casa, para o seu quarto, no andar de cima, onde as janelas davam para Jerusalém e ali fez o que costumava fazer: três vezes por dia ele se ajoelhava e orava, agradecendo ao seu Deus” (Daniel 6:10).

Foi exatamente o que os maçldos espiões queriam ver. Com a informação em mãos, foram entregar Daniel a Dario. O rei, então, se arrependeu de ter decretado a lei, mas não encontrou nenhum meio de revogar a lei e nem de salvar Daniel das consequências de sua desobediência. Disse apenas,

“O decreto está em vigor, conforme a lei dos medos e dos persas, que não pode ser revogada” (Daniel 6:12).

Em seguida…

Então o rei deu ordens, e eles trouxeram Daniel e o jogaram na cova dos leões. O rei, porém, disse a Daniel: “Que o seu Deus, a quem você serve continuamente, o livre!” (Daniel 6:16).

Dario teve uma noite quase sem sono, preocupado com Daniel que passou a noite em paz porque Deus manteve fechadas as bocas dos leões. Na manhã seguinte, Dario se apressou em irà cova e ali perguntou:,

Quando ia se aproximando da cova, chamou Daniel com voz que revelava aflição: “Daniel, servo do Deus vivo, será que o seu Deus, a quem você serve continuamente, pôde livrá-lo dos leões?” (Daniel 6:20).

Daniel respondeu,

“O meu Deus enviou o seu anjo, que fechou a boca dos leões. Eles não me fizeram mal algum, pois fui considerado inocente à vista de Deus. Também contra ti não cometi mal algum, ó rei.

Então o rei Dario escreveu aos homens de todas as nações, dizendo, “Paz e prosperidade! Estou editando um decreto para que em todos os domínios do império os homens temam e reverenciem o Deus de Daniel. “Pois ele é o Deus vivo e permanece para sempre;o seu reino não será destruído, o seu domínio jamais acabará” (Daniel 6;25-26).

Tantos detalhes poderiam ser escritos sobre estes jovens, mas eu queria destacar apenas estes fatos para mostrar que é possível abraçar o que agrada ao Senhor e rejeitar o que O entristece. Deus obviamente se agradou com os quatro jovens judeus em exílio e virou as coisas para o lado positivo cada vez que a integridade deles os envolveu em problemas.

Pergunto: O que aconteceria em nossas nações se os oficiais governamentais decidissem manter este tipo de integridade? O que aconteceria em nossas vidas, famílias, negócios e até igrejas se fizessemos o mesmo?

Não seria uma boa hora para avaliar a nossa maneira de tratar das finanças e negociações? Naõ seria bom nos comprometermos a ser totalmente honestos, jamais aceitando a idéia de que os fins justificam os meios? Não seria uma boa hora para pedir de Deus a sua ajuda para fazer o que agrada ao Senhor e jamais cair na tentação de fazer o que O entristece?

 

 

 

 

Mais Oração, Mais Coração

Mais Oracão, Mais Coração
“Ajuda-me a tornar meu coração inteiramente teu.” Faço esta oração se não todos os dias, quase todos. Mas não a vejo como aquela oração contra a qual Jesus preveniu quando disse, “Quando orarem, não fiquem sempre repetindo as mesmas coisas como fazem os pagãos” (Mateus 6.7). Eu sigo suas palavras de encorajamento: “Peçam, busquem, batam” (Lucas 11.9). Jesus ensinou que devemos “sempre orar e nunca desanimar” (Lucas 18.1). Orem, busquem, batam, sempre, nunca desanimem! Aquela oração serve para me deslanchar nas orações espontâneas,
Na mais conhecida e levantada de todas as orações, Jesus ensina-nos a fazer seis pedidos específicos. Os primeiros três priorizam o Senhor Deus e seu Reino. Os três restantes são relacionados a nossas necessidades e desejos.
• Santificado seja teu nome, venha teu reino, seja feita a tua vontade.
• Dê nos o pão de cada dia, perdoa nossos pecados, livra-nos da tentaçaõ e do mal.
Muito conhecida também é sua promessa, “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas” (Mateus 6.33). Mais uma vez, é questão de prioridades. Quando Buscamos a Deus e seu Reino em primeiro lugar, podemos estar certos de que nossas necessidades serão supridas. Em Salmo 37.4, Davi escreveu, “Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração.” É maravilhoso perceber quando estamos buscando ao Senhor de coração que nossos desejos são transformados e começamos a desejar o que Deus sempre tem desejado e planejado para nós.
Nosso coração começa a parecer mais com o coração dele. Muitas vezes, quando colocamos Deus acima de tudo antes de pedir, pois Deus já esta “acrescentando as outras coisas.” Deus tem grande prazer em satisfazer o desejo do nosso coração. Eu gosto de usar uma lista de pedidos de oração onde o primeiro item é quase sempre meu andar pessoal com Deus.
Lembre-se da promessa de Deus dada por Jeremias: “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração” (Jeremias 29.13).
— Adaptado do meu livro De Todo o meu Coração, Editora Betânia

Ajuda-me, Senhor!

Ajuda-me, Senhor!
George Foster

JÁ PERCEBI NO DECORRER DOS ANOS uma diversidade entre os seguidores de Jesus Cristo no grau de consciência da necessidade da ajuda do Senhor. Alguns sabem que precisam muito desta ajuda e são sistemáticos e disciplinados em buscá-la. Outros esperam estar em extrema necessidade para buscarem até desesperadamente. Outros não gastam o tempo necessário para buscar ajuda; simplesmente acham que, sendo povo de Deus, esta ajuda lhes pertence por direito e não há necessidade de se preocupar em “pedir/buscar/bater”.
Confesso que já passei por várias fases com relação à dependência de Deus. Atualmente, porém, estou cada vez consciente da minha necessidade de receber a ajuda do Senhor em todas as coisas e em todos os momentos por mais simples que seja o projeto ou ministério. Fico lembrando as palavras de Jesus:
“Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim. Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma.” (João 15.4-5 NVI).
Com esta conscientização, fiquei curioso um tempo atrás ao reparar que vinha fazendo sempre a mesma oração: “Ajuda-me, Senhor, a fazer com que meu coração seja totalmente teu.” Passei a chamar isso de “oração automática”.
Não havia planejado orar assim. Não fui ensinado a fazer isso. Não considerava estas palavras mágicas ou que fossem algum fórmula especial para ser abençoado. Procediam espontaneamente do fundo do coração. Com o passar do tempo, as palavras passaram de espontáneas, para habituais, para intencionais e constantes. Na medida que vinha sentindo necessidade, acrescentei outras frases.
Mas não pense que são apenas palavras; são desejos e súplicas que tenho colocado seriamente diante de Deus. Por exemplo, oro Ajuda-me, Senhor, a…

• desfrutar de uma caminhada constante e íntima contigo,
• abraçar o que te agrada e fugir do que te entristece,
• investir estrategicamente no crescimento do teu reino,
• cuidar carinhosa e sábiamente da esposa e da família,
• andar em amor e verdade com meus colegas,
• ler, entender, obedecer e anunciar à tua Palavra,
• depositar minha confiança completamente em ti,
• ser guiado e capacitado pelo Espírito Santo,
• servir aos outros com compaixão e discernimento,
• compartilhar minha fé com sabedoria, coragem e eficiência,
• encorajar, fortalecer, confortar e desafiar os servos do Senhor,
• perdoar àqueles que me maltratarem ou prejudicarem,
• pedir perdão de qualquer pessoa que eu ofenda ou prejudique.
Ah, sim, preciso muito da ajuda de Deus, pois reconheço no fundo da alma e por experiência própria a verdade e a sabedoria contidas naquelas palavras de Jesus: “Sem mim nada podeis fazer”.
Ao mesmo tempo, tenho uma confiança cada vez mais forte na bondade, fidelidade, e poder de Deus. Olho para traz e revisito as inúmeras vezes quando meu único recurso foi Deus e Ele jamais falhou comigo. Deus diz quem ele é e faz o que promete fazer.
São muitos os meus pedidos de ajuda, todos válidos e importantes. Reconheço, porém, que o mais importante é o primeiro: Ajuda-me a tornar meu coração totalmente teu.
O que preciso em todos os casos é submissão à vontade do Senhor, fé no seu caráter e obediência à sua palavra. O que não posso fazer é deixar a presunção tomar o lugar da fé. A Bíblia afirma que sem ele nada posso fazer, mas afirma também, “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13).
Não devo diminuir a expectativa, mesmo quando não sei fazer. Pelo contrário, devo aumentar a expectativa contando com a ajuda de Deus. Nada é impossível para Deus! Nada é impossível para quem crê!

Eu Quero Você, Papai!

Esta mensagem apareceu recentemente no blog da Editora Betânia e eu por um acaso o encontrei  quando dava uma última olhada no Facebook antes de dormir depois de meia-noite. Para minha surpresa vi um artigo que escrevi para a revista Mensagem da Cruz em 1977. Quase não acreditei, mas fiz a leitura com nó na garganta. Ah que saudade do meu filho de seis anos de idade que agora está com quarenta e três! Imagina minha idade então. Apesar de ser uma reflexão simples que tocou meus sentimentos, acho que a lição que traz é importante.

“Eu Quero Você, Papai!”

Eu havia voltado de uma pequena viagem e notei que Roberto, meu filho de seis anos, estava com muita vontade de estar comigo – de sentir-me perto.

Apareceu no meu escritório e assentou-se à minha frente para fazer alguns desenhos, enquanto eu trabalhava (ele desenha muito bem, modéstia à parte).

Ele não atrapalhava meu trabalho e logo absorvi-me totalmente no acúmulo de serviço. Tanto é, que não percebi quando ele saiu de seu lugar e tomou uma posição atrás de mim onde parou para tentar descobrir um jeito de subir nas minhas costas.

Por fim, conseguiu deitar-se sobre os meus ombros. Eu ainda ocupado com os afazeres, continuei escrevendo, naturalmente com alguma dificuldade. Deve ter sido uma cena engraçada para quem passasse e olhasse pela porta aberta.

Daí, saímos para almoçar e depois fui para casa, para esticar as pernas e descansar na minha poltrona reclinável. Robertinho ficou lá fora brincando.

Não passaram muitos minutos, e ele chegou de novo. Perguntei-lhe, “ O que você quer?” Ele não respondeu, mas começou a subir em mim novamente. Perguntei outra vez, “O que você quer?”

Ele disse, “Eu quero você”.  A essa altura ele já estava se acomodando no meu colo, e eu disse: “Mas por quê?” Ao que ele respondeu: “Nada, eu só quero estar com você, papai.”

Não queria conversar, não pediu coisa alguma. Não exigiu que eu prestasse atenção nele, nem que deixasse de ler minha revista. Só queria estar juntinho a mim, acompanhando-me em minha atividade ou mesmo enquanto não tinha atividade. Queria sentir o conforto e a segurança de estar em minha presença.

Nosso Pai Celeste e Outros Deuses que se Formam Por Aí

Quantos de nós conhecemos a Deus como Pai? É verdade que somos seus filhos, mas será que somos suficientemente crianças para ficar na sua presença sem pedir nada, sem sentir que estamos cumprindo urna obrigação, sem dizer nenhuma palavra?

Fico impressionado ao ouvir o que as pessoas dizem acerca de Deus – às vezes ouço conceitos que fazem de Deus um monstro. Por exemplo, existe o deus-policial. É aquele formado na mente das crianças cujos pais dizem, “Não faça isso ou Deus vai castigar você”.

Há também, o deus-contador – aquele que fica lá do céu olhando e anotando tudo que os homens fazem – somando o bem que a pessoa pratica, deduzindo o mal para ver se tem um saldo positivo que mereça um favor divino.

Há o deus-proteção que nada deixa acontecer -deus-babá, responsável por evitar qualquer arranhão. Existe ainda o deus-esquizofrênico, que sofre de uma luta íntima entre justiça e amor – um deus dividido contra si.

Falamos Pouco Acerca de Deus – Até Mesmo na Igreja

Seria bom cada pastor examinar os tópicos de seus sermões nos últimos meses para ver quantas vezes apresentou um assunto que revelasse alguma coisa sobre o caráter de Deus. Quando pregou sobre os atributos de Deus pela última vez?

Nossa tendência é ver o lado humano de cada história bíblica. Por exemplo, quando pensamos na história do filho pródigo, para nós o personagem principal é o jovem rebelde, quando na realidade Jesus estava revelando o caráter do Pai.

E quantas vezes oramos dizendo “Querido Jesus”, quando Jesus ensinou os discípulos a orar dizendo: “Pai nosso”.

É importante, urgente mesmo, que recapturemos o conceito de Deus-pai – o santo Pai celestial que nos ama e somente permite acontecer o que é melhor para nós.

O Filho Vive em Função do Pai

José e Maria passaram por angustiantes momentos ao descobrir que o menino Jesus havia permanecido em Jerusalém enquanto eles prosseguiam para Nazaré. Voltando à grande cidade e encontrando Jesus no meio dos fariseus, eles o repreenderam.

Jesus, porém, respondeu: “Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” Mais tarde ele afirmou: “Nada faço de mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou.”

Se conhecêssemos a Deus como pai, provavelmente nos preocuparíamos em fazer apenas o que ele quer.

Deus é: espírito, eterno, amor, santo, onipotente, onisciente, onipresente, soberano, misericordioso – entre outras coisas mais – mas existe uma só palavra que serve para dizer como Deus é – Pai.

Quando percebi o que significo para meu filho e o que ele significa para mim, entendi que eu, como filho, posso dar alegria a meu Pai celestial. Pretendo dedicar mais tempo buscando uma maior compreensão do que significa ser “pai”. E pretendo dar-lhe alegria de ter um filho que não requer nada dele, a não ser o privilégio de estar na sua presença. Tenho a impressão de que nós dois vamos gostar.

Fonte: Mensagem da Cruz, 1977, Editora Betânia

Autor: George Foster

Todos Fazendo Discípulos

Todos Fazendo Discípulos

“ Ide, fazei discípulos” (Mateus 28.18).

JESUS NÃO DESPERDIÇOU PALAVRA ALGUMA NA GRANDE COMISSÃO.

Cada palavra é importante na descrição de tarefa que entregou a todos os seus seguidores:.
“Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28.18-20AA).

Costumo pensar nesta ordem de Jesus como “A Comissão Abrangente” por causa da repetição da palavra “toda”: toda a autoridade, todas as nações, toda a Trindade, todos os ensinamentos, todos os dias. E mais uma! Se não está explicito no texto, implícito está pela natureza do trabalho: todos os discípulos! Discipulos fazendo discipulos que fazem discípulos que fazem discípulos… É o padrão a seguir.

Sim, cada palavra é importante, mas a essência da Grande Comissão reside em três palavras apenas– “Ide, fazei discípulos.” Qualquer tentativa de descrever a igreja deve apresentar esta atividade por toda parte: discípulos fazendo discípulos fazendo discípulos. É central! É urgente! É intencional! É praticável! É o ministério mais alinhado com o ministério do Senhor Jesus.

Pense nisso: Jesus um dia disse, “Eu edificarei minha igreja.” Depois, suas palavras finais foram, “Ide fazei discípulos.” Infelizmente, nossa tendência é de fazer o contrário: preocuparmos demais com os detalhes da edificação da igreja e deixar de fazer discípulos. Raciocinamos assim: Se nos envolvemos com as atividades da igreja, estamos fazendo a nossa parte. Mas olhe para sua igreja e responda: Quem está fazendo discípulos? Fazer discípulos é a tarefa principal da Igreja. Se pregamos é para fazer discípulos. Se cantamos, ensinamos, reunimos, oramos, é para fazer discípulos. Acredite nisso: A igreja que se preocupa em fazer discípulos será edificada por Jesus!

O que é um discípulo?
Discípulo é um aprendiz/seguidor de Jesus, uma pessoa (homem, mulher, jovem, até criança) que, tendo se arrependido dos seus pecados e depositado sua fé em Cristo para a salvação, agora procura coroar Jesus Rei e Senhor de sua vida. Um discípulo aprende a viver de acordo com as palavras de Jesus e sob a orientação do Espírito Santo em harmonia com outros irmãos . É uma pessoa que recebe e segue instruções dadas por um discipulador. Nossa tarefa é de ajudar as pessoas a se tornarem verdadeiros discípulos.

Alguém disse, “A coisa principal é manter a coisa principal sendo a coisa principal.” Métodos, atividades, recursos, abordagens, associações e estratégias precisam ser flexíveis, adaptáveis e cada vez mais criativas num mundo em constante mudanças. O que não pode mudar é nosso compromisso com esta realidade: Estamos aqui para obedecer e glorificar a Deus através da multiplicação de discípulos para fazer sua igreja e seu reino crescerem!

O que significa fazer discípulos?
Se pudessemos chamar alguém para definir de forma convincente o que significa fazer discípulos, seria qualquer um dos doze (menos um) formados por Jesus. Estes homens foram acompanhados e instruídos como ninguém antes ou depois. Durante os três anos que passaram juntos com Jesus, o Mestre mostrava na prática como viver uma vida consagrada a Deus e ministrar vida no poder do Espírito Santo. Receberam todo o carinho e foram desafiados a seguir fazendo como Jesus fez. Formar estes homens foi a atividade prioritária de Jesus. Ele fez questão de deixar-lhes o exemplo a seguir para poder dar sequência ao trabalho que ele iníciou.

Os discípulos, além de ouvir as verdades ensinadas e presenciar os milagres operados por Jesus, tiveram momentos íntimos com ele quando faziam perguntas, ouviam respostas, receberam maiores explicações e tiveram suas dúvidas esclarecidas. Ouviram o mestre explicar de que maneira e por quais motivos ele fazia os seus trabalhos. No final de três anos, o trabalho intensificou, pois Jesus, sabendo que grande responsabilidade os discípulos teriam, estava preocupado em oferecer-lhes cuidadosos preparativos para os próximos eventos que culminariam em sua morte na cruz, ressurreição e retorno ao céu com a consequente ausência fisica dele.

Este tempo que Jesus dedicou aos companheiros foi de alta prioridade – um tempo para estarcom aqueles que amava e que correspondiam ao seu amor. Ele quis enfatizar o que era de suma importância, pois “Chegou a hora de ser glorificado o Filho do homem” (João 12.23) e com o pouco de tempo que lhe restava, passou logo a dar princípios a seguir.

A semente precisa morrer. “Se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto.” Certamente Jesus falava de sua própria morte, mas disse ainda que precisamos estar dispostos a perder a nossa vida por sua causa. Temos que seguir mesmo quando corremos perigo de morte, e seguir até o fim. Temos que morrer para nossa vontade para fazer a vontade dele.

Jesus precisa ser levantado. Foi muito difícil para os discípulos entenderem porque Jesus teria que morrer. Ele disse, “Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim.” Naturalmente ele se referia ao fato que seria pregado numa cruz e que quando as pessoas entendessem que morreu assim para salvá-las dos seus pecados, seriam atraidos a este salvador amoroso. Mais um princípio: As pessoas serão atraídos quando exaltamos Jesus e não a nós próprios. Jesus é a atração do cristianismo e a cruz é o instrumento pelo qual ele nos alcança.

Esta cruz precisa nortear nossas vidas e o espírito da cruz precisa permear nossas personalidades. As pessoas acreditam quando servimos sem motivos egoistas, sacrificando nossas vidas pelos outros, anunciando a mensagem da cruz.

Temos que ser humildes. Jesus deu uma demonstração inesquecível de humildade quando lavou os pés dos discípulos e disse, “Eu lhes dei o exemplo para que vocês façam como lhes fiz.” Num mundo em que as pessoas procuram se projetar e se alto exaltar, a pessoa que demonstra este tipo de humildade demonstra uma transformação que livra uma pessoa do orgulho e da ambição pessoal.

Temos que amar como Jesus amou. “Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros.” O amor é realmente a marca de autenticidade dos seus seguidores. É um amor incondicional, sacrificial, genuino, eterno, pessoal, perdoador e incansável.

Como passar dificuldades sem medo. Não se perturbem, pois estou preparando um lugar para vocês para toda a eternidade e estarei presente em todos os momentos. Precisamos depender de Jesus e não de nós mesmos. Conscientes da necessidade de viver em contante comunhão com ele, devemos receber dele a inspiração, orientação, e força, vendo Jesus como videira cheia de nutrição e nós próprios como ramos totalmente dependentes.

“Permaneçam em mim e eu permanecerei em vocês.” Deixando de ser apenas servos, sejamos seus amigos! Jesus não nos ama só pelas coisas que podemos fazer para ele, mas pelo relacionamento que temos com ele e pelas pessoas que somos. Todos nós temos pontos fortes e fraços mas ele nos ama assim como somos. Nos ama demais para deixar-nos como estamos. É assim que nós também devemos amar uns aos outros.

Necessitamos do Espírito Santo como fonte de poder. “Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade.” O Espírito Santo nos ajudará, ensinará, fará lembrar, testificará, convencerá, guiará, glorificará, libertará e proverá… Todas essas promessas bíblicas serão cumpridas quando permitimos a plena ação do Espírito em nós e através de nós. Precisamos estar cheios do Espírito, (Ef. 5.18), andar no Espírito, (Gal. 5:16), não entristecer o Espírito, (Ef. 4.30) e nem apagar o Espírito (1 Ts. 5:19). Ele nos capacitará a realizar o ministério para qual fomos criados, redimidos e chamados.

Jesus deu aos discípulos o conforto e a segurança de que depois de crucificado, ele voltaria a viver e seria visto por eles. Um dia – sem abrir a porta do lugar onde se escondiam — Jesus causou-lhes espanto quando apareceu sem se avisá-los disse? “Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio”. E com isso, soprou sobre eles e disse: “Recebam o Espírito Santo. Se perdoarem os pecados de alguém, estarão perdoados; se não os perdoarem, não estarão perdoados” (João 20.21-23).

Foi mais uma maneira de Jesus confirmar sua comissão de levar o evangelho ao mundo e assegurar que eles seriam capacitados a realizar o trabalho encomendado. Mateus registrou, “Vão e façam discípulos..,” e acrescentou, “o evangelho do reino será pregado, em todo mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” Marcos escreveu, “Vão pregar o evangelho…” Lucas citou, “…seria pregado o arrependimento para perdão…” João destacou, “Como o Pai me enviou, eu os envio…” Lucas de novo registrou, “Receberão poder… sereis testemunhos…”

Depois de exemplificar para eles durante três anos, como ministrar o evangelho, Jesus agora dizia que da mesma maneira que ele tinha ministrado, os discípulos deveriam ministrar—mas não somente em Israel—deveriam levar a mensagem ao mundo inteiro.

Estou contido mas não pertenço CONTIDO

Cumprimento meus amigos com o desejo de que a graça e a paz de nosso Senhor Jesus Cristo estejam inundando os seus corações. Como estou engajado num projeto que me consome muito tempo, não tenho escrito as PALAVRAS DE PAZ por algumas semanas.

Hoje, porém, tive oportunidade de ler uma mensagem do meu querido amigo Marcelo Gualberto, de quem tenho grande saudade, e senti vontade de repassar a palavra dele para meus amigos. É uma palavra séria em que lamenta o estado das coisas em muitos setores do movimento evangélico.

Preste atenção no que escreveu este irmão que é digno de todo respeito e credibilidade.

Estou contido mas não pertenço CONTIDO

De: Marcelo Gualberto

Sim. Eu sei que o que significa o termo Evangélico. Também sei quais significados esse termo tem tomado a partir de atitudes e palavras de muitos que se dizem ser evangélicos. Por isso, prefiro me identificar como um discípulo de Jesus. Alguém que tomou uma decisão de seguir a Cristo, com todas as implicações que essa decisão possa trazer. No sentido original da palavra, continuo evangélico. Não há como ser um seguidor de Jesus sem ter um compromisso com o Evangelho, as Boas Novas de Salvação, a Palavra de Deus. Entretanto, não quero mais ser conhecido como “evangélico”, ou seja, pertencente a um sistema em total decadência, que tenta falar em nome de Deus, que pensa em Deus como propriedade exclusiva e que cada vez mais se distancia dos valores e princípios do Evangelho.

Outro dia estava me lembrando de algo que estudei quando era um pré adolescente: “Teoria dos Conjuntos”. Lembrei-me dos conceitos “contido/não contido”; “pertence/não pertence”. Cheguei à conclusão que estou “contido”, mas “não pertenço” ao meio “evangélico”, da maneira como ele se apresenta para a sociedade atual. Embora ainda esteja “contido” neste meio, percebo que algo novo começa a nascer dentro de mim.

> Não pertenço aos cultos transformados em “Shows Gospel”, sem Palavra, sem reverência, sem respeito pelos mais velhos.

> Não pertenço aos shows transformados em “cultos”, nos quais o “artista” resolve pregar mais do que cantar.

> Não pertenço ao mundo dos que insistem em me chamar de “Consumidor Cristão”.

> Não pertenço ao horror da política eclesiástica feita em nome de Deus.

> Não pertenço ao mundo dos que curtem as Celebridades Gospel.

> Não pertenço ao meio dos “missionários de ocasião”, que fazem turismo às custas da boa fé de muitos.

> Não pertenço às feiras de consumo cristão, nas quais Jesus e a sua Santa Palavra foram transformadas em marcas, grifes e produtos

> Não pertenço à maioria das “revistas gospel” que, para sobreviverem ao “mercado”, abrem espaço para anúncios e matérias de conteúdos questionáveis sob todos os aspectos.

> Não pertenço ao mundo dos “pastores” que se envolvem com política partidária e se candidatam a cargos incompatíveis com o exercício do pastorado.

> Não pertenço aos momentos de “louvor comunitário”, repetitivos, infindáveis, insuportáveis.

> Não pertenço ao meio dos “novos ricos-pastores-cantores-celebridades”, ordenados ao pastorado à toque de caixa, sem nenhum preparo.

> Não pertenço ao mundo das danças “proféticas”, “litúrgicas” e “espontâneas”, que mais parecem linguagem de sinais e executadas, na maioria das vezes, por pessoas sem nenhum preparo para tal.

> Não pertenço aos “Festivais Promessas” da Globo (com cara de piedade); à chuva de “Bíblias Anotadas” com fins apenas comerciais.

Quero pertencer só a Cristo. Quero fazer parte das coisas simples. Quero o fardo leve e suave de Jesus. Quero pertencer ao grupo daqueles que valorizam mais o Organismo, Corpo Vivo de Cristo, e menos a organização. Quero ter um senso de missão encarnado. Quero ver Deus e seguir a Jesus fora da “caixa”.

A música do Gerson Borges, interpretada pela Carol Gualberto, consegue traduzir o sentimento da minha alma. Já não pertenço. Mas ainda estou contido. Até quando?

http://m.youtube.com/watch?v=oU3vMFCcv1w