Arquivo mensal: setembro 2013

Todos Fazendo Discípulos

Todos Fazendo Discípulos

“ Ide, fazei discípulos” (Mateus 28.18).

JESUS NÃO DESPERDIÇOU PALAVRA ALGUMA NA GRANDE COMISSÃO.

Cada palavra é importante na descrição de tarefa que entregou a todos os seus seguidores:.
“Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28.18-20AA).

Costumo pensar nesta ordem de Jesus como “A Comissão Abrangente” por causa da repetição da palavra “toda”: toda a autoridade, todas as nações, toda a Trindade, todos os ensinamentos, todos os dias. E mais uma! Se não está explicito no texto, implícito está pela natureza do trabalho: todos os discípulos! Discipulos fazendo discipulos que fazem discípulos que fazem discípulos… É o padrão a seguir.

Sim, cada palavra é importante, mas a essência da Grande Comissão reside em três palavras apenas– “Ide, fazei discípulos.” Qualquer tentativa de descrever a igreja deve apresentar esta atividade por toda parte: discípulos fazendo discípulos fazendo discípulos. É central! É urgente! É intencional! É praticável! É o ministério mais alinhado com o ministério do Senhor Jesus.

Pense nisso: Jesus um dia disse, “Eu edificarei minha igreja.” Depois, suas palavras finais foram, “Ide fazei discípulos.” Infelizmente, nossa tendência é de fazer o contrário: preocuparmos demais com os detalhes da edificação da igreja e deixar de fazer discípulos. Raciocinamos assim: Se nos envolvemos com as atividades da igreja, estamos fazendo a nossa parte. Mas olhe para sua igreja e responda: Quem está fazendo discípulos? Fazer discípulos é a tarefa principal da Igreja. Se pregamos é para fazer discípulos. Se cantamos, ensinamos, reunimos, oramos, é para fazer discípulos. Acredite nisso: A igreja que se preocupa em fazer discípulos será edificada por Jesus!

O que é um discípulo?
Discípulo é um aprendiz/seguidor de Jesus, uma pessoa (homem, mulher, jovem, até criança) que, tendo se arrependido dos seus pecados e depositado sua fé em Cristo para a salvação, agora procura coroar Jesus Rei e Senhor de sua vida. Um discípulo aprende a viver de acordo com as palavras de Jesus e sob a orientação do Espírito Santo em harmonia com outros irmãos . É uma pessoa que recebe e segue instruções dadas por um discipulador. Nossa tarefa é de ajudar as pessoas a se tornarem verdadeiros discípulos.

Alguém disse, “A coisa principal é manter a coisa principal sendo a coisa principal.” Métodos, atividades, recursos, abordagens, associações e estratégias precisam ser flexíveis, adaptáveis e cada vez mais criativas num mundo em constante mudanças. O que não pode mudar é nosso compromisso com esta realidade: Estamos aqui para obedecer e glorificar a Deus através da multiplicação de discípulos para fazer sua igreja e seu reino crescerem!

O que significa fazer discípulos?
Se pudessemos chamar alguém para definir de forma convincente o que significa fazer discípulos, seria qualquer um dos doze (menos um) formados por Jesus. Estes homens foram acompanhados e instruídos como ninguém antes ou depois. Durante os três anos que passaram juntos com Jesus, o Mestre mostrava na prática como viver uma vida consagrada a Deus e ministrar vida no poder do Espírito Santo. Receberam todo o carinho e foram desafiados a seguir fazendo como Jesus fez. Formar estes homens foi a atividade prioritária de Jesus. Ele fez questão de deixar-lhes o exemplo a seguir para poder dar sequência ao trabalho que ele iníciou.

Os discípulos, além de ouvir as verdades ensinadas e presenciar os milagres operados por Jesus, tiveram momentos íntimos com ele quando faziam perguntas, ouviam respostas, receberam maiores explicações e tiveram suas dúvidas esclarecidas. Ouviram o mestre explicar de que maneira e por quais motivos ele fazia os seus trabalhos. No final de três anos, o trabalho intensificou, pois Jesus, sabendo que grande responsabilidade os discípulos teriam, estava preocupado em oferecer-lhes cuidadosos preparativos para os próximos eventos que culminariam em sua morte na cruz, ressurreição e retorno ao céu com a consequente ausência fisica dele.

Este tempo que Jesus dedicou aos companheiros foi de alta prioridade – um tempo para estarcom aqueles que amava e que correspondiam ao seu amor. Ele quis enfatizar o que era de suma importância, pois “Chegou a hora de ser glorificado o Filho do homem” (João 12.23) e com o pouco de tempo que lhe restava, passou logo a dar princípios a seguir.

A semente precisa morrer. “Se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto.” Certamente Jesus falava de sua própria morte, mas disse ainda que precisamos estar dispostos a perder a nossa vida por sua causa. Temos que seguir mesmo quando corremos perigo de morte, e seguir até o fim. Temos que morrer para nossa vontade para fazer a vontade dele.

Jesus precisa ser levantado. Foi muito difícil para os discípulos entenderem porque Jesus teria que morrer. Ele disse, “Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim.” Naturalmente ele se referia ao fato que seria pregado numa cruz e que quando as pessoas entendessem que morreu assim para salvá-las dos seus pecados, seriam atraidos a este salvador amoroso. Mais um princípio: As pessoas serão atraídos quando exaltamos Jesus e não a nós próprios. Jesus é a atração do cristianismo e a cruz é o instrumento pelo qual ele nos alcança.

Esta cruz precisa nortear nossas vidas e o espírito da cruz precisa permear nossas personalidades. As pessoas acreditam quando servimos sem motivos egoistas, sacrificando nossas vidas pelos outros, anunciando a mensagem da cruz.

Temos que ser humildes. Jesus deu uma demonstração inesquecível de humildade quando lavou os pés dos discípulos e disse, “Eu lhes dei o exemplo para que vocês façam como lhes fiz.” Num mundo em que as pessoas procuram se projetar e se alto exaltar, a pessoa que demonstra este tipo de humildade demonstra uma transformação que livra uma pessoa do orgulho e da ambição pessoal.

Temos que amar como Jesus amou. “Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros.” O amor é realmente a marca de autenticidade dos seus seguidores. É um amor incondicional, sacrificial, genuino, eterno, pessoal, perdoador e incansável.

Como passar dificuldades sem medo. Não se perturbem, pois estou preparando um lugar para vocês para toda a eternidade e estarei presente em todos os momentos. Precisamos depender de Jesus e não de nós mesmos. Conscientes da necessidade de viver em contante comunhão com ele, devemos receber dele a inspiração, orientação, e força, vendo Jesus como videira cheia de nutrição e nós próprios como ramos totalmente dependentes.

“Permaneçam em mim e eu permanecerei em vocês.” Deixando de ser apenas servos, sejamos seus amigos! Jesus não nos ama só pelas coisas que podemos fazer para ele, mas pelo relacionamento que temos com ele e pelas pessoas que somos. Todos nós temos pontos fortes e fraços mas ele nos ama assim como somos. Nos ama demais para deixar-nos como estamos. É assim que nós também devemos amar uns aos outros.

Necessitamos do Espírito Santo como fonte de poder. “Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade.” O Espírito Santo nos ajudará, ensinará, fará lembrar, testificará, convencerá, guiará, glorificará, libertará e proverá… Todas essas promessas bíblicas serão cumpridas quando permitimos a plena ação do Espírito em nós e através de nós. Precisamos estar cheios do Espírito, (Ef. 5.18), andar no Espírito, (Gal. 5:16), não entristecer o Espírito, (Ef. 4.30) e nem apagar o Espírito (1 Ts. 5:19). Ele nos capacitará a realizar o ministério para qual fomos criados, redimidos e chamados.

Jesus deu aos discípulos o conforto e a segurança de que depois de crucificado, ele voltaria a viver e seria visto por eles. Um dia – sem abrir a porta do lugar onde se escondiam — Jesus causou-lhes espanto quando apareceu sem se avisá-los disse? “Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio”. E com isso, soprou sobre eles e disse: “Recebam o Espírito Santo. Se perdoarem os pecados de alguém, estarão perdoados; se não os perdoarem, não estarão perdoados” (João 20.21-23).

Foi mais uma maneira de Jesus confirmar sua comissão de levar o evangelho ao mundo e assegurar que eles seriam capacitados a realizar o trabalho encomendado. Mateus registrou, “Vão e façam discípulos..,” e acrescentou, “o evangelho do reino será pregado, em todo mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” Marcos escreveu, “Vão pregar o evangelho…” Lucas citou, “…seria pregado o arrependimento para perdão…” João destacou, “Como o Pai me enviou, eu os envio…” Lucas de novo registrou, “Receberão poder… sereis testemunhos…”

Depois de exemplificar para eles durante três anos, como ministrar o evangelho, Jesus agora dizia que da mesma maneira que ele tinha ministrado, os discípulos deveriam ministrar—mas não somente em Israel—deveriam levar a mensagem ao mundo inteiro.