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Ajuda-me, Senhor!

Ajuda-me, Senhor!
George Foster

JÁ PERCEBI NO DECORRER DOS ANOS uma diversidade entre os seguidores de Jesus Cristo no grau de consciência da necessidade da ajuda do Senhor. Alguns sabem que precisam muito desta ajuda e são sistemáticos e disciplinados em buscá-la. Outros esperam estar em extrema necessidade para buscarem até desesperadamente. Outros não gastam o tempo necessário para buscar ajuda; simplesmente acham que, sendo povo de Deus, esta ajuda lhes pertence por direito e não há necessidade de se preocupar em “pedir/buscar/bater”.
Confesso que já passei por várias fases com relação à dependência de Deus. Atualmente, porém, estou cada vez consciente da minha necessidade de receber a ajuda do Senhor em todas as coisas e em todos os momentos por mais simples que seja o projeto ou ministério. Fico lembrando as palavras de Jesus:
“Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim. Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma.” (João 15.4-5 NVI).
Com esta conscientização, fiquei curioso um tempo atrás ao reparar que vinha fazendo sempre a mesma oração: “Ajuda-me, Senhor, a fazer com que meu coração seja totalmente teu.” Passei a chamar isso de “oração automática”.
Não havia planejado orar assim. Não fui ensinado a fazer isso. Não considerava estas palavras mágicas ou que fossem algum fórmula especial para ser abençoado. Procediam espontaneamente do fundo do coração. Com o passar do tempo, as palavras passaram de espontáneas, para habituais, para intencionais e constantes. Na medida que vinha sentindo necessidade, acrescentei outras frases.
Mas não pense que são apenas palavras; são desejos e súplicas que tenho colocado seriamente diante de Deus. Por exemplo, oro Ajuda-me, Senhor, a…

• desfrutar de uma caminhada constante e íntima contigo,
• abraçar o que te agrada e fugir do que te entristece,
• investir estrategicamente no crescimento do teu reino,
• cuidar carinhosa e sábiamente da esposa e da família,
• andar em amor e verdade com meus colegas,
• ler, entender, obedecer e anunciar à tua Palavra,
• depositar minha confiança completamente em ti,
• ser guiado e capacitado pelo Espírito Santo,
• servir aos outros com compaixão e discernimento,
• compartilhar minha fé com sabedoria, coragem e eficiência,
• encorajar, fortalecer, confortar e desafiar os servos do Senhor,
• perdoar àqueles que me maltratarem ou prejudicarem,
• pedir perdão de qualquer pessoa que eu ofenda ou prejudique.
Ah, sim, preciso muito da ajuda de Deus, pois reconheço no fundo da alma e por experiência própria a verdade e a sabedoria contidas naquelas palavras de Jesus: “Sem mim nada podeis fazer”.
Ao mesmo tempo, tenho uma confiança cada vez mais forte na bondade, fidelidade, e poder de Deus. Olho para traz e revisito as inúmeras vezes quando meu único recurso foi Deus e Ele jamais falhou comigo. Deus diz quem ele é e faz o que promete fazer.
São muitos os meus pedidos de ajuda, todos válidos e importantes. Reconheço, porém, que o mais importante é o primeiro: Ajuda-me a tornar meu coração totalmente teu.
O que preciso em todos os casos é submissão à vontade do Senhor, fé no seu caráter e obediência à sua palavra. O que não posso fazer é deixar a presunção tomar o lugar da fé. A Bíblia afirma que sem ele nada posso fazer, mas afirma também, “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13).
Não devo diminuir a expectativa, mesmo quando não sei fazer. Pelo contrário, devo aumentar a expectativa contando com a ajuda de Deus. Nada é impossível para Deus! Nada é impossível para quem crê!

Todos Fazendo Discípulos

Todos Fazendo Discípulos

“ Ide, fazei discípulos” (Mateus 28.18).

JESUS NÃO DESPERDIÇOU PALAVRA ALGUMA NA GRANDE COMISSÃO.

Cada palavra é importante na descrição de tarefa que entregou a todos os seus seguidores:.
“Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28.18-20AA).

Costumo pensar nesta ordem de Jesus como “A Comissão Abrangente” por causa da repetição da palavra “toda”: toda a autoridade, todas as nações, toda a Trindade, todos os ensinamentos, todos os dias. E mais uma! Se não está explicito no texto, implícito está pela natureza do trabalho: todos os discípulos! Discipulos fazendo discipulos que fazem discípulos que fazem discípulos… É o padrão a seguir.

Sim, cada palavra é importante, mas a essência da Grande Comissão reside em três palavras apenas– “Ide, fazei discípulos.” Qualquer tentativa de descrever a igreja deve apresentar esta atividade por toda parte: discípulos fazendo discípulos fazendo discípulos. É central! É urgente! É intencional! É praticável! É o ministério mais alinhado com o ministério do Senhor Jesus.

Pense nisso: Jesus um dia disse, “Eu edificarei minha igreja.” Depois, suas palavras finais foram, “Ide fazei discípulos.” Infelizmente, nossa tendência é de fazer o contrário: preocuparmos demais com os detalhes da edificação da igreja e deixar de fazer discípulos. Raciocinamos assim: Se nos envolvemos com as atividades da igreja, estamos fazendo a nossa parte. Mas olhe para sua igreja e responda: Quem está fazendo discípulos? Fazer discípulos é a tarefa principal da Igreja. Se pregamos é para fazer discípulos. Se cantamos, ensinamos, reunimos, oramos, é para fazer discípulos. Acredite nisso: A igreja que se preocupa em fazer discípulos será edificada por Jesus!

O que é um discípulo?
Discípulo é um aprendiz/seguidor de Jesus, uma pessoa (homem, mulher, jovem, até criança) que, tendo se arrependido dos seus pecados e depositado sua fé em Cristo para a salvação, agora procura coroar Jesus Rei e Senhor de sua vida. Um discípulo aprende a viver de acordo com as palavras de Jesus e sob a orientação do Espírito Santo em harmonia com outros irmãos . É uma pessoa que recebe e segue instruções dadas por um discipulador. Nossa tarefa é de ajudar as pessoas a se tornarem verdadeiros discípulos.

Alguém disse, “A coisa principal é manter a coisa principal sendo a coisa principal.” Métodos, atividades, recursos, abordagens, associações e estratégias precisam ser flexíveis, adaptáveis e cada vez mais criativas num mundo em constante mudanças. O que não pode mudar é nosso compromisso com esta realidade: Estamos aqui para obedecer e glorificar a Deus através da multiplicação de discípulos para fazer sua igreja e seu reino crescerem!

O que significa fazer discípulos?
Se pudessemos chamar alguém para definir de forma convincente o que significa fazer discípulos, seria qualquer um dos doze (menos um) formados por Jesus. Estes homens foram acompanhados e instruídos como ninguém antes ou depois. Durante os três anos que passaram juntos com Jesus, o Mestre mostrava na prática como viver uma vida consagrada a Deus e ministrar vida no poder do Espírito Santo. Receberam todo o carinho e foram desafiados a seguir fazendo como Jesus fez. Formar estes homens foi a atividade prioritária de Jesus. Ele fez questão de deixar-lhes o exemplo a seguir para poder dar sequência ao trabalho que ele iníciou.

Os discípulos, além de ouvir as verdades ensinadas e presenciar os milagres operados por Jesus, tiveram momentos íntimos com ele quando faziam perguntas, ouviam respostas, receberam maiores explicações e tiveram suas dúvidas esclarecidas. Ouviram o mestre explicar de que maneira e por quais motivos ele fazia os seus trabalhos. No final de três anos, o trabalho intensificou, pois Jesus, sabendo que grande responsabilidade os discípulos teriam, estava preocupado em oferecer-lhes cuidadosos preparativos para os próximos eventos que culminariam em sua morte na cruz, ressurreição e retorno ao céu com a consequente ausência fisica dele.

Este tempo que Jesus dedicou aos companheiros foi de alta prioridade – um tempo para estarcom aqueles que amava e que correspondiam ao seu amor. Ele quis enfatizar o que era de suma importância, pois “Chegou a hora de ser glorificado o Filho do homem” (João 12.23) e com o pouco de tempo que lhe restava, passou logo a dar princípios a seguir.

A semente precisa morrer. “Se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto.” Certamente Jesus falava de sua própria morte, mas disse ainda que precisamos estar dispostos a perder a nossa vida por sua causa. Temos que seguir mesmo quando corremos perigo de morte, e seguir até o fim. Temos que morrer para nossa vontade para fazer a vontade dele.

Jesus precisa ser levantado. Foi muito difícil para os discípulos entenderem porque Jesus teria que morrer. Ele disse, “Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim.” Naturalmente ele se referia ao fato que seria pregado numa cruz e que quando as pessoas entendessem que morreu assim para salvá-las dos seus pecados, seriam atraidos a este salvador amoroso. Mais um princípio: As pessoas serão atraídos quando exaltamos Jesus e não a nós próprios. Jesus é a atração do cristianismo e a cruz é o instrumento pelo qual ele nos alcança.

Esta cruz precisa nortear nossas vidas e o espírito da cruz precisa permear nossas personalidades. As pessoas acreditam quando servimos sem motivos egoistas, sacrificando nossas vidas pelos outros, anunciando a mensagem da cruz.

Temos que ser humildes. Jesus deu uma demonstração inesquecível de humildade quando lavou os pés dos discípulos e disse, “Eu lhes dei o exemplo para que vocês façam como lhes fiz.” Num mundo em que as pessoas procuram se projetar e se alto exaltar, a pessoa que demonstra este tipo de humildade demonstra uma transformação que livra uma pessoa do orgulho e da ambição pessoal.

Temos que amar como Jesus amou. “Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros.” O amor é realmente a marca de autenticidade dos seus seguidores. É um amor incondicional, sacrificial, genuino, eterno, pessoal, perdoador e incansável.

Como passar dificuldades sem medo. Não se perturbem, pois estou preparando um lugar para vocês para toda a eternidade e estarei presente em todos os momentos. Precisamos depender de Jesus e não de nós mesmos. Conscientes da necessidade de viver em contante comunhão com ele, devemos receber dele a inspiração, orientação, e força, vendo Jesus como videira cheia de nutrição e nós próprios como ramos totalmente dependentes.

“Permaneçam em mim e eu permanecerei em vocês.” Deixando de ser apenas servos, sejamos seus amigos! Jesus não nos ama só pelas coisas que podemos fazer para ele, mas pelo relacionamento que temos com ele e pelas pessoas que somos. Todos nós temos pontos fortes e fraços mas ele nos ama assim como somos. Nos ama demais para deixar-nos como estamos. É assim que nós também devemos amar uns aos outros.

Necessitamos do Espírito Santo como fonte de poder. “Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade.” O Espírito Santo nos ajudará, ensinará, fará lembrar, testificará, convencerá, guiará, glorificará, libertará e proverá… Todas essas promessas bíblicas serão cumpridas quando permitimos a plena ação do Espírito em nós e através de nós. Precisamos estar cheios do Espírito, (Ef. 5.18), andar no Espírito, (Gal. 5:16), não entristecer o Espírito, (Ef. 4.30) e nem apagar o Espírito (1 Ts. 5:19). Ele nos capacitará a realizar o ministério para qual fomos criados, redimidos e chamados.

Jesus deu aos discípulos o conforto e a segurança de que depois de crucificado, ele voltaria a viver e seria visto por eles. Um dia – sem abrir a porta do lugar onde se escondiam — Jesus causou-lhes espanto quando apareceu sem se avisá-los disse? “Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio”. E com isso, soprou sobre eles e disse: “Recebam o Espírito Santo. Se perdoarem os pecados de alguém, estarão perdoados; se não os perdoarem, não estarão perdoados” (João 20.21-23).

Foi mais uma maneira de Jesus confirmar sua comissão de levar o evangelho ao mundo e assegurar que eles seriam capacitados a realizar o trabalho encomendado. Mateus registrou, “Vão e façam discípulos..,” e acrescentou, “o evangelho do reino será pregado, em todo mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” Marcos escreveu, “Vão pregar o evangelho…” Lucas citou, “…seria pregado o arrependimento para perdão…” João destacou, “Como o Pai me enviou, eu os envio…” Lucas de novo registrou, “Receberão poder… sereis testemunhos…”

Depois de exemplificar para eles durante três anos, como ministrar o evangelho, Jesus agora dizia que da mesma maneira que ele tinha ministrado, os discípulos deveriam ministrar—mas não somente em Israel—deveriam levar a mensagem ao mundo inteiro.

Restitui-me a alegria

RESTITUI-ME A ALEGRIA
Depois que Davi cometeu os pecados de adultério e assassinato, orou a Deus nos seguintes termos: “Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar” (Salmo 51.3,4).

E depois de arrepender-se plenamente de seu pecado e de aceitar o perdão, Davi não julgou que estivesse. pedindo muito quando suplicou ao Senhor, “Restitua-me a alegria da minha salvação” (Salmo 52.12). E ao lermos o Salmo 31, percebemos que de fato Deus lhe perdoou plenamente, pois Davi se regozijou dizendo, “Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto.”

Em um sermão gravado, o pastor David Seamands diz que só existem três alvos onde podemos atirar o sentimento de culpa decorrente de nossos pecados: 1) na cruz onde Jesus carregou “ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados… por suas chagas fostes sarados” (1 Pedro 2.24); 2) em nós mesmos, tentando expiar nossos erros através de sofrimentos infligidos a nós mesmos e enfermidades de fundo emocional; 3) em outros, geralmente aqueles que estão mais próximos a nós, que recebem o peso de nossa raiva e sentimento de frustração, tornando-se bodes expiatórios por tudo de mal que nos sobrevém. Obviamente o lugar certo é a cruz.